terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O sonho da união protestante

A união dos cristãos protestantes brasileiros é o sonho antigo de milhares de crentes. Muita gente tem derramado lágrimas por essa causa. A unidade da igreja representa uma prova sociológica da realidade da fé cristã. A demonstração real de que o evangelho é a solução para os conflitos entre os homens. A conjugação de esforços, dos mais diferentes setores de uma igreja unida, pode representar para o Brasil uma mobilização social inédita e reformadora da sua vida social. Nossa desunião é um desperdício. Como não conseguimos nos unir para fazer o bem? Mas esse tempo pode estar chegando ao fim.
 
Estamos iniciando um movimento que tem como propósito -unir os protestantes brasileiros a fim de que algumas metas sejam alcançadas- ainda na nossa geração. O retorno da igreja às suas raízes históricas protestantes e a conseqüente reforma da vida social do Brasil.

Que ações tencionamos realizar a partir dessa aliança protestante?

1. Darmos início a um movimento de oração pela renovação da igreja.

2. Transferirmos riqueza de cristãos ricos para cristãos pobres. Avalie o que pode acontecer quando essas igrejas se encontrarem em amor. Pensamos em lotar caminhões com bens que serão doados às igrejas mais carentes do Brasil. Construção de templo será concluída; pastores verão chegar às suas mãos boas obras teológicas; crianças, filhas de crentes, serão ajudadas a concluir seus estudos.

3. Criarmos uma cultura de defesa dos direitos humanos nas igrejas brasileiras. Crentes passarão a combater a miséria, a falta de acesso à educação, as condições precárias de moradia, as mortes violentas.

4. Pressionarmos o Estado para que cumpra sua função social, em respeito à Constituição Federal Brasileira e à Declaração Universal dos Direitos Humanos. Exigiremos que os males da corrupção, da falta de transparência nos gastos públicos, da fraca qualidade do ensino fundamental e médio, do abuso de poder, da falência da assistência hospitalar, da desigualdade social, entre outros, sejam combatidos frontalmente pelas autoridades públicas brasileiras.

5. Darmos abrigo a igrejas independentes, dentro das quais, encontram-se irmãos na fé lutando sozinhos, e carentes da comunhão cristã mais ampla.

6. Encontrarmo-nos uma vez por mês em cada cidade e uma vez por ano num grande congresso, fortalecendo nossos laços de amor e edificando-nos mutuamente.

7. Estimularmos ao máximo todos os integrantes do movimento a cumprirem a grande comissão, dando início a um significativo trabalho de plantação de igreja no Brasil e no mundo.

8. Comunicarmo-nos muito pela redes sociais de internet. Mobilizando a igreja para atos públicos, trazendo informação relevante e compartilhando saber.

A Aliança Protestante, na sua primeira fase, não se transformará numa instituição. Não estamos certos se um dia isso acontecerá. Terá estrutura leve. Em breve, anunciaremos uma caixa postal e um telefone para contato. A filiação será feita pelo twitter, facebook, email e blog. Tanto pessoas físicas quanto jurídicas poderão se filiar. Ninguém será obrigado a contribuir financeiramente. As funções dentro do movimento serão distribuídas de acordo com o processo de filiação.

Quem deve se filiar? Pessoas que professam fé nos ideais da Reforma Protestante. Homens e mulheres que crêem que a Bíblia é a Palavra de Deus, Cristo é o único mediador entre Deus e os homens, a salvação é alcançada pela graça de Deus mediante a fé somente, a santificação é o sinal mais evidente da presença da fé salvadora na vida do ser humano e a glória de Deus deve ser a meta de todos os nossos atos.

É óbvio que não seremos a voz da igreja evangélica no Brasil. Essa tarefa é impossível. Somos protestantes. Não temos Papa. A liberdade de consciência e o livre exame das Escrituras são valores que não negociamos. Falaremos pelos que expressarem apoio às propostas que estamos anunciando e que serão anunciadas. Não percorremos o Brasil em busca de legitimidade. Tarefa inexeqüível. Quantos teriam que ser procurados? Quem? Um sonho está tão somente sendo apresentado. Pessoas certamente procurarão essa unidade. Reuniões ocorrerão. Idéias surgirão. Veremos no que vai dar.

Faço um apelo: não percamos a oportunidade de fazer o que tornará nossa vida objeto de ações de graça por parte das gerações futuras. Podemos ver o que nossos olhos ainda não viram: uma igreja santa, ungida, culta, unida e relevante sendo luz para o Brasil para a glória de Deus.

Antônio Carlos Costa
Pastor da Igreja Presbiteriana da Barra da Tijuca - Rio de Janeiro